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Desapegar de um relacionamento amoroso nem sempre é uma tarefa rápida e agora a ciência tem números que ajudam a dimensionar esse processo. De acordo com um estudo publicado na revista Social Psychological and Personality Science, elaborado pelos pesquisadores Jia Y. Chong e R. Chris Fraley, superar um ex pode levar em média até oito anos.

A pesquisa acompanhou mais de 300 participantes e buscou entender como os laços emocionais persistem após o término. Segundo os autores, quatro anos após o fim da relação, apenas metade do apego inicial havia se dissolvido. Ou seja, os resquícios emocionais permanecem por muito mais tempo do que a maioria das pessoas imagina.

Os pesquisadores destacam que esse prazo não é fixo e varia conforme fatores individuais. Dois aspectos, contudo, mostraram-se determinantes: o estilo de apego e o contato contínuo com o ex. “Pessoas com apego mais ansioso, por exemplo, tendem a manter vínculos emocionais por mais tempo. Já aquelas que continuam em contato frequente seja presencialmente, por redes sociais ou acompanhando a vida do outro à distância também enfrentam mais dificuldade em virar a página”, explica a psicóloga Maria Eduarda Couto.

Mesmo quando a saudade já não é evidente, o vínculo é capaz de permanecer em nível mais profundo. Experiências vividas a dois deixam registros neurológicos e emocionais que podem ser reativados por situações cotidianas. Uma música, um perfume ou um trajeto pela cidade podem servir como gatilho para lembranças. Esse mecanismo explica por que memórias afetivas seguem vivas mesmo anos depois.

Por que é tão difícil superar um ex?

Além do apego emocional, fatores sociais e culturais influenciam. Em uma sociedade que valoriza relacionamentos estáveis, o fim de uma história de amor pode vir acompanhado de sentimentos de fracasso ou de perda de identidade. Há ainda a questão prática: dividir amigos em comum, administrar lembranças digitais ou lidar com a proximidade em ambientes de trabalho e estudo.

Outro ponto é que muitas pessoas mantêm uma presença virtual do ex em suas vidas, seja revendo fotos antigas ou acompanhando atualizações em redes sociais. Esse comportamento, aparentemente inofensivo, reforça os laços e pode estender o tempo de recuperação. Embora a pesquisa indique que o prazo médio para um desapego completo possa chegar a oito anos, esse período não significa sofrimento constante. O mais comum é que a intensidade das emoções diminua progressivamente, abrindo espaço para novas experiências.

Para facilitar a superar um ex, psicólogos recomendam algumas estratégias. “Reduzir o contato com o ex nas redes sociais, investir em novos círculos de amizade, resgatar atividades individuais que ficaram em segundo plano durante a relação e, quando necessário, buscar apoio terapêutico são práticas recomendáveis”, finaliza Maria Eduarda.


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