Nos últimos anos, o termo wellness, que é a união das palavras well-being (bem-estar) e fitness (boa forma), se expandiu para muito além das práticas de saúde e autocuidado. O que antes estava restrito a exercícios e alimentação agora abrange um estilo de vida que valoriza equilíbrio, propósito e comunidade. Dentro desse movimento, um novo conceito começa a se destacar: o social wellness, ou bem-estar social.
A história do wellness começa na Califórnia, nos Estados Unidos, nos anos 1970. O médico John Travis fundou o primeiro centro voltado para o tema, com foco em prevenção e qualidade de vida. Pouco depois, o também médico Bill Hettler apresentou um modelo que ampliou o olhar sobre o bem-estar: em vez de considerar apenas corpo e mente, ele propôs seis dimensões interligadas: física, emocional, intelectual, social, espiritual e ocupacional.
Com o tempo, esse modelo se espalhou por universidades, empresas e programas de saúde, transformando o wellness em um campo de estudo e em uma indústria global. Dentro dele, a dimensão social passou a ganhar cada vez mais destaque.
O que significa social wellness
O social wellness parte da ideia de que o bem-estar depende não só de hábitos individuais, mas também da qualidade das relações interpessoais. Ou seja, envolve a capacidade de construir vínculos, se comunicar de forma saudável e se sentir parte de um grupo.
Essa dimensão considera que conexões positivas influenciam diretamente a saúde emocional, reduzem o estresse e ampliam a sensação de segurança e pertencimento. Não se trata apenas de conviver, mas de nutrir relações que trazem suporte, empatia e trocas genuínas. Na prática, isso pode acontecer de muitas formas: participar de atividades em grupo, frequentar espaços de convivência, manter contato com amigos ou se envolver em projetos coletivos. Tudo o que incentiva o encontro e o diálogo contribui para o social wellness.
Academias, clubes e novos espaços de convivência
Nos grandes centros urbanos, o conceito já começa a se materializar em diferentes formatos. Academias tradicionais passam a se posicionar como clubes de social wellness, promovendo experiências que vão além do treino físico. Ambientes de descanso, cafés, workshops e eventos coletivos fazem parte dessa nova proposta: transformar o espaço de exercício em um ponto de encontro.
O mesmo movimento aparece em eventos esportivos e festivais de bem-estar, que hoje são apresentados como experiências sociais. Mais do que correr ou praticar yoga, o objetivo é reunir pessoas com interesses parecidos e estimular a convivência. Essa mudança revela uma busca por pertencimento em um cotidiano cada vez mais digital e fragmentado.
Como cultivar o social wellness
Logo, praticar o social wellness não exige grandes mudanças de estilo de vida. Pelo contrário: ele pode começar com atitudes diárias. Participar de um grupo de corrida, se engajar em um projeto de voluntariado, conversar com colegas de trabalho fora do expediente ou manter contato com amigos são formas de fortalecer vínculos e cuidar da saúde emocional.
Frequentar espaços públicos, como parques, feiras e cafés de bairro, também ajuda a criar laços e ampliar o círculo social. Ou seja, a ideia é se abrir para interações que tragam bem-estar, mesmo nas situações mais cotidianas. Portanto, o social wellness mostra que saúde e conexão caminham lado a lado. Cuidar de si inclui, também, cuidar das relações e participar da vida em comunidade. Num tempo em que a solidão se tornou um dos grandes desafios contemporâneos, buscar espaços de encontro físicos ou simbólicos contribui para uma vida mais equilibrada e integrada.



