Sempre ouvi dizer que a forma como começamos o dia faz toda a diferença. E é verdade: gosto de acordar cedo. Mas com o tempo, percebi que o final do dia é tão importante quanto o começo. Talvez até mais. É nesse momento que desaceleramos, que abrimos espaço para o silêncio e, de certa forma, preparamos terreno para o que virá no dia seguinte.
Minha rotina é feita de muitos papéis: apresentadora, atriz, podcaster, empresária… e, claro, eu mesma, com meus compromissos pessoais, família, amigos. A correria é real, e nem sempre consigo encaixar aquele ritual perfeito que eu gostaria. Mas, quando consigo, é transformador.
Dicas de rituais noturnos
Os meus rituais noturnos, quando não tem gravação ou compromisso, não tem nada de complicado. Gosto de acender um incenso ou uma vela perfumada. A luz suave já me convida a ir desligando também por dentro. Um banho demorado é quase como um abraço: a água quente acalma, acolhe, solta os pensamentos. Depois, os óleos essenciais ajudam a criar um clima ainda mais especial, quase como se eu desse ao meu corpo a permissão de entrar no descanso.
Gosto também de terminar a noite com um livro. Para mim, a leitura é como uma ponte suave entre o turbilhão do dia e o descanso da noite. Percebi que esse ritual me faz dormir melhor, acordar mais disposta e, principalmente, me sentir mais presente comigo mesma.
Não existe receita única. Cada pessoa pode criar o seu próprio ritual. Pode ser uma meditação, ouvir uma música tranquila, escrever algumas linhas num diário, preparar um chá ou respirar fundo antes de apagar a luz. O que importa é a intenção: ter um espaço de pausa, de desligamento, de cuidado.
Se o dia começa quando abrimos os olhos, ele também se encerra quando nos permitimos fechar os ciclos. O descanso não é ausência de vida, mas parte essencial dela. E, no fim, é isso que os rituais noturnos nos lembram: que para começar bem, também é preciso saber terminar bem.



