O Brasil registrou avanço no Relatório Mundial da Felicidade 2025, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). O país ocupa agora a 36ª posição, oito lugares acima do resultado de 2024, quando aparecia em 44º. O desempenho coloca o Brasil como o segundo país mais bem classificado da América do Sul, atrás apenas do Uruguai (29º) e à frente do Chile (45º).
O ranking é elaborado pelo Centro de Pesquisa em Bem-Estar da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup World Poll e a Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Ao todo, mais de 100 mil pessoas em 147 países foram entrevistadas. Cada participante avaliou sua própria vida em uma escala de 0 (pior cenário possível) a 10 (melhor).
A pontuação média de cada país leva em conta seis fatores: Produto Interno Bruto (PIB) per capita, expectativa de vida saudável, apoio social, percepção de corrupção, sentimento de liberdade e generosidade.
Finlândia segue líder no Relatório Mundial da Felicidade, já EUA e Reino Unido em queda
No topo da lista, a Finlândia manteve a liderança pelo sétimo ano consecutivo, com média de 7,736 pontos. Logo em seguida aparecem Dinamarca, Islândia e Suécia. O top 10 é completado por Países Baixos, Costa Rica, Noruega, Israel, Luxemburgo e México.
A presença de México e Costa Rica é uma das novidades desta edição. Ambos se destacaram por indicadores ligados à convivência: morar acompanhado e compartilhar refeições regularmente estão entre os hábitos mais associados ao bem-estar, segundo o levantamento.
Enquanto países latino-americanos ganharam espaço, Estados Unidos e Reino Unido registraram recuo, caindo para as posições 23 e 24. Para os EUA, é o pior resultado da série histórica. O relatório aponta a perda de confiança social e a intensificação da polarização política como fatores centrais para essa queda.
Brasil em destaque regional
A melhora do Brasil no Relatório Mundial da Felicidade 2025 contrasta com o desempenho de parte dos vizinhos sul-americanos. O país ultrapassou o Chile, que caiu para 45º, e ficou atrás apenas do Uruguai, líder regional com a 29ª posição. A ascensão brasileira é atribuída, em parte, à percepção positiva de aspectos como apoio social e generosidade individual, que compensam fragilidades ligadas à desigualdade e à percepção de corrupção.
O relatório também aponta tendências comuns a diferentes regiões. Uma delas, por exemplo, é a importância do convívio social: quatro em cada cinco pessoas que vivem acompanhadas relataram níveis mais altos de felicidade.
Por fim, os pesquisadores destacam que o estudo busca oferecer subsídios para políticas públicas e reflexões sobre qualidade de vida. Ao comparar diferentes contextos, o relatório mostra que a felicidade é influenciada não só por fatores econômicos, mas também por elementos de confiança, pertencimento e relações sociais.



