Você observa o que coloca no prato todos os dias? A rotina acelerada muitas vezes afasta as pessoas de uma alimentação organizada, e isso influencia humor, energia, sono e saúde. Por isso, entender escolhas alimentares e identificar adaptações possíveis é um tema que aparece cada vez mais em conversas sobre bem-estar.
Durante o UTalks, apresentado por nossa colunista Flávia Alessandra, esse assunto ganhou espaço ao abordar receitas saudáveis e dietas anti-inflamatórias. O encontro contou com a participação de Izabel Alvares, vencedora do MasterChef 2015, que compartilhou como mudou sua relação com a comida após o diagnóstico de doenças autoimunes.
Doença autoimune e alimentação: por que esse assunto importa
Para começar, é importante entender o que é uma doença autoimune. Esse grupo de condições envolve falhas no sistema imunológico que passam a direcionar ataques a estruturas do próprio corpo. Entre os diversos tipos estão psoríase, artrite reumatoide, lúpus e doença celíaca. Os impactos aparecem na pele, nas articulações, no intestino e em outros órgãos. Assim, além de medicamentos e acompanhamento médico, ajustes no estilo de vida costumam fazer parte da rotina de quem recebe esse diagnóstico.
Esse foi o caso de Izabel, que descobriu a psoríase palmo plantar e, mais tarde, artrite reumatoide. Ela relatou que essas mudanças exigiram novas escolhas. “Uma doença autoimune geralmente não vem sozinha. É normal desenvolver outra e foi justamente meu caso. Logo após a psoríase, desenvolvi artrite reumatoide, que também é uma doença que o corpo começa a atacar e no caso são as articulações, relembra”.
A partir disso, Izabel passou a pesquisar alternativas para reduzir processos inflamatórios por meio da alimentação. Foi quando conheceu o livro Barriga de Trigo, que discute o consumo de farinha de trigo e seu possível impacto em diferentes condições de saúde. Segundo ela, isso a levou a testar uma dieta com redução de carboidratos por três anos.
Entendendo a dieta low carb e suas possibilidades de receitas saudáveis no dia a dia
A dieta low carb reduz a ingestão de carboidratos e prioriza proteínas, legumes, verduras e gorduras. Para algumas pessoas, essa abordagem funciona como uma forma de reorganizar refeições e controlar parâmetros metabólicos, desde que acompanhada por profissionais de saúde. No entanto, cada organismo responde de maneira diferente, o que reforça a importância de orientação individual.
No caso de Izabel, a mudança alimentar veio acompanhada de prática regular de exercícios físicos. Ela comenta que perdeu 40 quilos e, posteriormente, recuperou 20, destacando que hoje o foco está na manutenção de uma rotina equilibrada. O período de experimentação levou ao lançamento de um livro com 100 receitas low carb e sugestões práticas para quem deseja começar.
No bate-papo do UTalks, ela apresentou orientações para incluir receitas saudáveis no cardápio. Entre elas está o uso de ovos como ingrediente versátil. “Uma dica que posso dar é usar e abusar de ovos, porque ovo é fácil de fazer bem, pode misturar com legumes e fazer uma fritada. Um truque é colocar dois ou três ovos em uma panela fria, mexer e bater fora do fogo até ficar todo amarelo. Depois, leva a fogo baixo e vai mexendo, virando um creme e não precisa nem botar manteiga”.
Além disso, ela indicou maneiras de incluir legumes nas refeições. “Gosto de colocar pedacinhos de abobrinha, berinjela e cenoura ralada junto com feijão”, comenta. Outra sugestão envolve o uso da abóbora como substituição. “Por muito tempo eu só comia abóbora e é uma boa opção para quem não quer comer batata e sente falta de purê, por exemplo”.
Como adaptar receitas saudáveis e criar hábitos acessíveis
De acordo com Izabel, pequenos ajustes podem facilitar a construção de uma alimentação saudável. Manter ovos e bananas em casa ajuda na preparação de refeições rápidas. Além disso, aprender molhos simples com azeite e limão torna as saladas mais presentes na rotina.
Investir em receitas saudáveis, portanto, não exige técnicas complexas e contribui para o bem-estar. Incluir legumes, proteínas de preparo simples e combinações acessíveis ajuda a organizar refeições e manter uma rotina mais estável. Além disso, entender como o corpo responde a diferentes alimentos permite ajustar escolhas e criar um planejamento compatível com cada fase da vida.
Embora relatos como o de Izabel inspirem mudanças, as necessidades individuais variam. Por isso, buscar orientação de um nutricionista é recomendável para avaliar condições de saúde, nível de atividade física e objetivos pessoais. Esse acompanhamento direciona adaptações seguras e favorece uma alimentação estruturada e adequada ao cotidiano.
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