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Um estudo publicado na revista The Lancet, conduzido pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, aponta que vivemos mais do que em qualquer outro momento da história recente. Nas últimas sete décadas, a expectativa de vida global aumentou, fazendo com que as pessoas vivam, em média, cerca de 20 anos a mais do que em 1950. Esse avanço está relacionado, principalmente, à redução das taxas de mortalidade em praticamente todos os territórios analisados.

No entanto, apesar do cenário positivo, o levantamento também acende um sinal de alerta. Paralelamente ao fato de que vivemos mais, os pesquisadores identificaram um crescimento preocupante nas mortes entre adolescentes e jovens adultos, o que reforça a necessidade de olhar para a longevidade de forma mais ampla.

De acordo com os dados, em 2023, a expectativa de vida global alcançou 76,3 anos para mulheres e 71,5 anos para homens, números que indicam uma retomada aos patamares observados antes da pandemia de Covid-19. Ainda assim, os especialistas destacam que viver mais não significa, necessariamente, viver melhor, sobretudo diante das mudanças no perfil das doenças que afetam a população mundial.

Ao longo do tempo, as principais causas de morte passaram por transformações relevantes. Enquanto doenças infecciosas, como sarampo, tuberculose e diarreias, apresentaram quedas expressivas, as doenças não transmissíveis passaram a dominar o cenário. Atualmente, elas respondem por cerca de dois terços das mortes no mundo e concentram a maior parte da carga global de doenças. Assim, embora vivemos mais, também convivemos por mais tempo com condições crônicas.

Doenças crônicas crescem à medida que vivemos mais

Entre as doenças não transmissíveis que mais impactam a mortalidade global estão as doenças cardiovasculares, o acidente vascular cerebral, o diabetes, a doença renal crônica e o Alzheimer. Mesmo com a redução das taxas de mortalidade por problemas cardíacos e AVC desde 1990, o estudo observou um aumento nas mortes relacionadas ao diabetes e às doenças neurodegenerativas, um reflexo direto do envelhecimento populacional e das mudanças no estilo de vida.

Além disso, o estudo identificou os principais fatores de risco associados à mortalidade. Tabagismo, pressão alta, colesterol elevado e obesidade estão entre os 10 que mais afetam a saúde da população. Esses elementos estão fortemente relacionados a hábitos alimentares, consumo de álcool, prática de atividade física e acesso desigual aos serviços de saúde. .

Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram mais de 24 mil fontes de dados, incluindo registros civis, censos populacionais e pesquisas de saúde. O estudo abrangeu o período de 1950 a 2023 e avaliou informações de homens e mulheres em 25 faixas etárias, distribuídas em 204 países e territórios.

Por fim, os autores reforçam que, embora a longevidade continue avançando, o aumento da mortalidade entre jovens exige atenção imediata. Questões como saúde mental, violência e uso de substâncias tornam-se centrais nesse debate. Segundo o estudo, políticas públicas de saúde precisam equilibrar dois grandes desafios: garantir qualidade de vida para uma população que envelhece e, ao mesmo tempo, responder às demandas urgentes das gerações mais jovens.


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