A Pantone divulgou a cor do ano de 2026 e escolheu Cloud Dancer, uma variação de branco neutro. O anúncio confirmou uma mudança histórica, já que é a primeira vez que um tom considerado off-white é eleito desde o início do programa de tendências em 2000. A decisão movimentou debates no mercado de design, na moda e em setores que acompanham tendências de consumo e cultura.
Desde 2000, a Pantone seleciona um tom para representar aspectos culturais e estéticos observados em pesquisa global. A escolha envolve análise de comportamento, movimentos socioculturais, consumo, economia criativa e design. Dessa forma, o anúncio costuma antecipar o que deve aparecer em lançamentos, coleções e projetos visuais no ano seguinte.
O que representa a cor Cloud Dancer em 2026
Segundo a Pantone, Cloud Dancer é um branco neutro e leve. A empresa descreve o tom como associado a sensações de calma e uma atmosfera mais estável diante de um período social marcado por excesso de informação e ritmo acelerado. A proposta busca aproximar o público de aplicações mais simples, com superfícies limpas e uma estética menos carregada. A comunicação oficial sugere combinações do branco com paletas frias e quentes, possibilitando uso em diferentes contextos, como moda, interiores, tecnologia e identidade visual.

Crédito: Pantone/Reprodução Instagram
Apesar da proposta, a internet reagiu com opiniões diversas. Logo após a divulgação, surgiram comentários que relacionavam o branco a questões raciais e elitização estética. Termos críticos circularam em fóruns e redes sociais, indicando que parte do público interpretou a escolha como distante de debates sobre diversidade. Em resposta, a Pantone afirmou que não houve intenção política na definição e que a cor foi escolhida com base em observação de tendências globais.
Possíveis impactos na saúde, arquitetura e comunicação visual
No setor de saúde, a cor pode ter aplicações em diversos locais. Em clínicas e hospitais, tons claros são usados para favorecer iluminação e organização visual. Portanto, o Cloud Dancer pode aparecer em recepções, corredores, salas de descanso e consultórios. Ambientes clínicos utilizam paletas neutras para facilitar limpeza visual e reduzir estímulos excessivos. Além disso, superfícies claras auxiliam na leitura de sinais e sinalizações, o que contribui para o fluxo de pacientes.
A cor também pode ser aplicada em campanhas, relatórios e materiais educativos, já que o branco facilita contraste com tipografia e dados informativos. Em materiais impressos de prevenção e conscientização, isso pode melhorar a leitura e compreensão.
Ao longo de 2026, portanto, profissionais de saúde, designers e gestores poderão observar como o Cloud Dancer será incorporado a projetos. A discussão em torno da escolha mostra que a cor do ano não é apenas uma tendência estética, mas também um ponto de partida para debates sobre percepção visual, linguagem e cultura.



