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*Coluna assinada em parceria com Dove

Falar de autoestima hoje em dia é quase inevitável. Principalmente quando a gente vive conectada, rolando a tela o tempo todo e absorvendo imagens, opiniões e expectativas que nem sempre escolheu ver. Eu tenho 25 anos, cresci junto com as redes sociais e, mesmo trabalhando com elas, ainda preciso me lembrar que a internet não é um bom lugar para medir quem eu sou.

Antes de tudo, vale dizer algo sem rodeios: a internet pode ser um espaço muito difícil para a autoestima. Ela reforça padrões, cria comparações constantes e, muitas vezes, normaliza comentários que machucam. Por isso, sempre prezo para que minhas redes sejam um ambiente de acolhimento e ainda assim, mensagens negativas e desnecessárias afetam, sim. Não importa o quanto a gente tente se blindar, certas falas ficam.

Além disso, existe uma expectativa social muito clara sobre quem deveríamos ser. No meu caso, isso apareceu cedo e, muitas vezes, veio em forma de comparação. Criaram uma imagem sobre o corpo que eu deveria ter. Quando eu não me tornei essa musa de corpo como a minha mãe, isso virou ataque. Não foi um comentário isolado, foi algo que se repetiu. Aos poucos, esse tipo de cobrança vai se acumulando e começa a interferir na forma como a gente se enxerga.

69% das mulheres gostariam de ter aprendido autoestima mais cedo, segundo estudo de Dove

Nesse contexto, autoestima não é só gostar do reflexo no espelho. Ela tem a ver com pertencimento, com validação e com o espaço que nos permitimos ocupar. E os dados ajudam a entender o tamanho desse desafio. O Relatório State of Beauty, de Dove, mostrou que mais de 60% das meninas sentem pressão para serem bonitas. Além disso, 69% das mulheres adultas afirmam que gostariam de ter aprendido a construir autoestima quando eram mais jovens.

É diante desse cenário que iniciativas como o Dove Day se tornam relevantes. Criado dentro do projeto global Dove Pela Autoestima, o Dove Day promove palestras e ações em escolas públicas, reunindo voluntários como funcionários da Unilever, influenciadoras e jornalistas para conversar com crianças e adolescentes sobre a construção da autoestima para além da aparência. A proposta é abrir espaço para o diálogo antes que a comparação vire regra.

Dicas para resgatar a autoestima

Quando penso em caminhos possíveis para resgatar a autoestima, algumas práticas fazem diferença para mim. A primeira é buscar referências parecidas comigo. Ver corpos, histórias e trajetórias reais ajuda a sair da lógica da comparação impossível. Isso vale tanto para quem seguimos nas redes quanto para os conteúdos que consumimos.

A segunda dica é dar tempo ao tempo. A autoestima não vai estar alta todos os dias, e isso não significa que algo está errado. Existem fases mais seguras e outras mais sensíveis. Entender essa oscilação evita frustração e culpa.

Uma terceira dica é observar como você fala consigo mesma. Muitas vezes, a cobrança mais dura não vem de fora, vem de dentro. Prestar atenção nesse diálogo interno e questionar exigências irreais já muda bastante coisa ao longo do tempo.

Por fim, também é importante cuidar do ambiente digital. Silenciar palavras, deixar de seguir perfis que despertam comparação e escolher melhor o que aparece na sua tela não é exagero. É limite. A autoestima também se constrói a partir do que a gente consome todos os dias.

No fim das contas, autoestima não nasce pronta e não se sustenta sozinha. Ela se constrói aos poucos, com referências mais próximas, conversas honestas e menos pressão para caber em um padrão que nunca foi feito para todas nós. Talvez o começo esteja aí: questionar expectativas, ajustar o olhar e lembrar que ninguém precisa se encaixar para merecer respeito.


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autoria

Foto de Giulia Costa

Giulia Costa

Artista e assistente de direção

Artista, cineasta e amante do mar, da natureza e dos animais. Entusiasta de um olhar mais leve e de conversas francas. No Meu Ritual quero inspirar cada um a ter uma jornada mais gentil – com menos pressa e...
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