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Esquecimentos frequentes, mudanças de comportamento e dificuldade em realizar tarefas básicas do cotidiano podem ser mais do que sinais da idade. Esses sintomas estão entre os primeiros indícios do Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que deve afetar 1,6 milhão de pessoas até 2050, segundo um levantamento da Alzheimer’s Society. Apesar disso, a ciência tem avançado em busca de novos caminhos para retardar sua progressão e, quem sabe, preveni-la no futuro.

Caracterizado pela perda progressiva das funções cognitivas, o Alzheimer atinge principalmente pessoas com mais de 65 anos, mas pode, em casos raros, surgir antes disso. A origem da doença está relacionada ao acúmulo de proteínas anormais no cérebro, em especial a beta-amiloide e a tau, que comprometem a comunicação entre os neurônios e levam, com o tempo, à morte das células cerebrais.

No início, os sintomas podem passar despercebidos: dificuldade para lembrar palavras, repetir histórias ou perder objetos com frequência. À medida que a doença avança, surgem sinais mais evidentes, como desorientação em lugares conhecidos, alterações de humor, apatia, confusão mental e, em estágios mais avançados, perda da autonomia para tarefas rotineiras, como se alimentar ou se vestir.

Embora não exista cura, o tratamento medicamentoso e multidisciplinar é capaz de retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família. Acompanhamento médico, estimulação cognitiva, prática de atividades físicas, boa alimentação e sono regular são medidas que ajudam a manter o cérebro ativo por mais tempo.

Novidade: vacina experimental para Alzheimer

Entre os avanços mais recentes da ciência, uma vacina experimental desenvolvida por pesquisadores da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, tem despertado atenção. O imunizante foi projetado para estimular o organismo a produzir anticorpos contra a proteína tau, uma das principais envolvidas no processo degenerativo do Alzheimer. Em testes com camundongos e primatas, a resposta imunológica foi considerada promissora, o que abriu caminho para os testes em humanos, previstos para começar em 2026.

A vacina usa uma plataforma baseada em partículas semelhantes a vírus, chamadas VLPs. Essas estruturas não contêm material genético, o que as torna seguras, mas são capazes de ensinar o sistema imunológico a reconhecer e combater a tau alterada. A expectativa é que o protocolo envolva uma dose inicial e duas de reforço, sem a necessidade de adjuvantes adicionais. Caso os testes confirmem a segurança e a eficácia, a vacina poderá ajudar na prevenção ou no controle da doença.

Ainda é cedo para falar em cura, e os próprios cientistas reforçam a necessidade de cautela. Mas o estudo representa um passo importante rumo a tratamentos mais eficazes, em um cenário que há décadas desafia médicos, pacientes e famílias.

Se você quiser saber mais sobre a doença, confira o bate-papo da nossa colunista Flávia Alessandra com a atriz Beth Goulart e o gerontólogo Alexandre Kalache no programa Conexão VivaBem.


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