Encontre no blog

Patrocinado

Durante muito tempo, o wellness vinha sendo tratado como uma tendência estética. Algo associado a imagens bonitas, rotinas impecáveis e discursos fáceis sobre equilíbrio, uma positividade quase tóxica, que nem sempre encontravam espaço na vida real. Era mais sobre parecer saudável do que, de fato, viver de forma saudável. Com o tempo, esse modelo começou a se mostrar insuficiente e até exaustivo.

Nos últimos anos, o wellness deixou de ser só uma vitrine e passou a ocupar um lugar mais profundo. Hoje, cuidar de si não é mais um adorno aspiracional; é uma necessidade prática, quase funcional, para conseguir sustentar a vida que levamos. Esse novo olhar para o bem-estar tem menos a ver com regras e mais com escolhas conscientes. Está na forma como organizamos o tempo, nos limites que aprendemos a respeitar, na coragem de desacelerar quando tudo ao redor parece exigir pressa, nas trocas inteligentes de hábitos de forma sustentável,  na compreensão de que autocuidado não é indulgência nem recompensa, mas manutenção. Assim como qualquer sistema complexo, o corpo e a mente precisam de atenção constante para continuar funcionando bem.

O wellness que se consolida agora também se distancia da ideia de pura performance. Ele não exige perfeição, nem constância inatingível. Pelo contrário: reconhece que equilíbrio não é fazer tudo, mas saber o que cabe, em que momento e a que custo. É um bem-estar possível, adaptável, que leva em conta contexto, fase de vida, limites reais e não apenas ideais teóricos.

Como o wellness se manifesta nos detalhes

Talvez por isso o wellness tenha deixado de ser uma tendência para ser uma necessidade. Ele se manifesta nos detalhes menos visíveis: no sono que passa a ser prioridade, na alimentação sem radicalismos, no movimento que gera prazer e não culpa, na saúde mental tratada com seriedade. Ele aparece também na maneira como trabalhamos, lideramos equipes, criamos projetos e nos relacionamos com os outros.

Mais do que um conjunto de práticas, wellness hoje é uma forma de habitar o próprio corpo e a própria rotina com mais consciência. Não se trata de alcançar um ideal de vida saudável e um corpo dentro dos padrões, mas de construir uma vida que seja sustentável ao longo do tempo. Uma vida que caiba no corpo que temos, na agenda que é possível e na realidade que vivemos.

Quando o bem-estar deixa de ser tendência e passa a ser fundamento, ele se transforma em ritual. Um ritual pessoal, contínuo, ajustável, que não depende de validação externa. E é justamente aí que ele ganha força: quando deixa de seguir a lógica da moda e passa a sustentar, de verdade, a maneira como escolhemos viver.


Compartilhe:

Patrocinado

autoria

Foto de Ju Ferraz

Ju Ferraz

Colunista

Impulsionadora do marketing nacional e de projetos especiais, é das principais referências de networking do Brasil. É sócia junto à direção de novos negócios e de relações públicas da Holding Clube, grupo...
Patrocinado