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O transplante capilar entrou de vez nas conversas sobre saúde feminina, sobretudo entre mulheres que passaram a notar fios acumulados no ralo, queda ao pentear o cabelo ou falhas que antes não existiam. Entre 2021 e 2024, o número de mulheres que recorreram à cirurgia de restauração capilar aumentou 16,5% no mundo, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS). 

O crescimento acompanha o avanço de técnicas cirúrgicas e a maior atenção dada à alopecia feminina, condição que pode causar afinamento progressivo e perda de densidade. O interesse também reflete um movimento de busca por diagnóstico precoce. A queda de cabelo em mulheres tem causas variadas e exige investigação cuidadosa. Antes de considerar o transplante, é importante entender o que está por trás da redução do volume, da abertura da risca ou do aparecimento de áreas com menos fios.

As causas mais frequentes de queda de cabelo em mulheres

O cabelo pode cair por diferentes motivos. A alopecia androgenética é uma das causas mais comuns e provoca afinamento persistente ao longo do tempo. Ela costuma aparecer como abertura maior na parte central da cabeça ou diminuição da densidade geral.

Variações hormonais também interferem no ciclo de crescimento dos fios. Queda após o pós-parto, alterações relacionadas a anticoncepcionais, irregularidades na tireoide, climatério e menopausa são situações frequentes em consultórios. Além disso, deficiências nutricionais, como baixos níveis de ferro ou vitamina D, podem impactar diretamente a saúde capilar.

O estresse prolongado pode desencadear o eflúvio telógeno, condição em que o fio entra em fase de queda de forma acelerada. Penteados apertados, uso repetido de químicas ou procedimentos agressivos também podem gerar danos cumulativos. Em alguns casos, doenças do couro cabeludo, como dermatite seborreica ou alopecias cicatriciais, provocam falhas localizadas. Com tantas possibilidades, o diagnóstico correto é essencial. Muitas causas respondem bem a tratamentos clínicos e não exigem cirurgia.

Quando o transplante capilar é considerado

O transplante capilar passa a ser discutido quando há áreas de rarefação que não melhoram com tratamentos dermatológicos. Mulheres com alopecia androgenética estabilizada, falhas relacionadas à tração prolongada, cicatrizes que impedem o crescimento dos fios ou entradas persistentes podem se beneficiar do procedimento.

A decisão ocorre após avaliação do couro cabeludo, verificação da área doadora e análise do histórico médico. Em grande parte dos casos, os tratamentos clínicos continuam após a cirurgia para manter a saúde dos fios ao redor da área transplantada.

Como funciona o transplante capilar feminino

A técnica FUE, sigla para Extração de Unidades Foliculares, é a mais utilizada. Ela consiste na retirada de fios individualmente da área doadora, geralmente localizada na nuca ou nas laterais da cabeça. Essas regiões são escolhidas porque os fios têm menor predisposição genética à queda.

Depois da extração, as unidades foliculares são preparadas e implantadas uma a uma na área com falhas. A distribuição respeita a direção natural do crescimento do cabelo. A cirurgia pode durar algumas horas e o retorno às atividades leves ocorre em poucos dias.

O crescimento dos fios transplantados é gradual. Os primeiros sinais aparecem após alguns meses e a evolução completa costuma ocorrer ao longo de um ano.

O que muda no transplante para mulheres

As mulheres apresentam padrões de queda mais difusos do que os homens, o que exige atenção à quantidade e à qualidade dos fios presentes na área doadora. Fatores hormonais, variações metabólicas e histórico de procedimentos químicos também interferem no planejamento.

A linha frontal feminina recebe cuidado específico. Muitas mulheres buscam o transplante para corrigir entradas, ajustar assimetrias ou aumentar a densidade em áreas específicas. O planejamento leva em conta o formato do rosto e a distribuição natural dos fios.

Custos e expectativas no Brasil

No Brasil, o valor médio da cirurgia varia entre 15 mil e 30 mil reais. O preço final depende da técnica utilizada, da equipe envolvida, da estrutura da clínica e da quantidade de unidades implantadas. Mesmo com a popularização do procedimento, o transplante exige compreensão sobre o tempo de evolução e a densidade possível.

A orientação é procurar atendimento quando a queda se torna persistente, quando há mudança visível na densidade ou quando surgem falhas que causam incômodo. Diagnóstico precoce facilita o tratamento e ajuda a evitar impactos maiores na saúde capilar.

Se você está enfrentando queda de cabelo, perceber aumento dos fios no ralo ou dificuldade em lidar sozinha com a situação, buscar avaliação profissional pode ajudar a identificar as causas e planejar o melhor cuidado para o seu caso.


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