Incorporar a solidariedade à rotina familiar é uma prática que vem sendo adotada como forma de estimular valores sociais e ampliar o olhar sobre o entorno. Doações, campanhas e apoio a instituições sociais passam a fazer parte do dia a dia, integrando convivência, educação e participação social. Esse movimento não acontece isoladamente. A aproximação com causas sociais tem ganhado espaço também no debate público, inclusive entre figuras conhecidas que usam sua visibilidade para apoiar iniciativas estruturadas.
Entre os colunistas do portal, Flávia Alessandra apoia o I Know My Rights (IKMR), organização que atua na proteção de crianças e adolescentes refugiados e migrantes no Brasil, com foco em acolhimento, acesso à educação e apoio psicossocial. A atriz também abraça a causa da Brazil Foundation, instituição que conecta doadores a projetos sociais em diferentes frentes, como educação, saúde e desenvolvimento comunitário. Já Giulia Costa apoia o Fluxo sem Tabu, iniciativa que combate a pobreza menstrual.
Formas de praticar no dia a dia
A solidariedade não precisa se limitar a datas específicas. Quando se torna um hábito, ela se transforma em um ponto de encontro entre gerações e em uma oportunidade para discutir temas como responsabilidade social, empatia e organização coletiva. Ao realizar ações de forma frequente, pais e crianças compartilham decisões, planejam atividades e aprendem a observar necessidades da comunidade ao redor.
A prática da solidariedade também favorece momentos de pausa. Ou seja, ao dedicar algumas horas para separar roupas, montar kits ou visitar instituições, famílias se desconectam das demandas diárias e encontram espaço para refletir. Isso pode ajudar a reduzir tensões e amplia a sensação de propósito, especialmente quando as ações são feitas de maneira organizada e contínua.
Entre as iniciativas mais comuns estão campanhas de doação de sangue. Esse gesto mantém estoques hospitalares e é essencial para atendimentos de emergência e tratamentos contínuos. Outra possibilidade é o cadastro como doador de medula óssea, que amplia as chances de compatibilidade para pacientes que aguardam transplante. Mesmo que apenas adultos possam realizar essas doações, adolescentes podem acompanhar visitas a hemocentros e aprender sobre os procedimentos.
Dia das Crianças e Natal são bons momentos para ter solidariedade
Há também ações voltadas ao suporte de crianças em situação de vulnerabilidade. Separar brinquedos que já não são usados e destiná-los a instituições é uma tarefa que pode envolver toda a família. Em períodos como Dia das Crianças e Natal, por exemplo, essas iniciativas ganham ainda mais relevância e ajudam a ampliar o alcance das campanhas sociais.
Além disso, doar roupas e agasalhos é uma prática importante para pessoas em situação de rua. Muitas famílias se organizam para criar uma caixa permanente de arrecadação em casa e, ao longo do ano, encaminham o material para abrigos ou grupos de apoio.
Criar rituais, portanto, não exige grandes estruturas. Definir um dia por mês para revisar o que não é mais usado já é um começo. Outra ideia é escolher uma instituição para acompanhar ao longo do ano, mantendo contato para entender quais são as demandas mais urgentes. Essa aproximação ajuda a, inclusive, orientar melhor as doações.
Conversar sobre o que foi feito também deve ser parte do ritual. Perguntar como cada pessoa se sentiu ou o que percebeu durante a ação cria espaço para reflexão e aprendizado. Esses diálogos ajudam a reforçar valores e a manter o tema ativo no cotidiano da família. É um movimento que começa pequeno e, aos poucos, transforma a maneira como cada um se conecta com a comunidade. Por fim, talvez este seja um bom momento para observar quais ações você pode incluir na sua rotina e dar o primeiro passo para tornar a solidariedade um hábito permanente.



