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Sentir inchaço frequente, variação no humor ou cansaço mesmo dormindo bem pode ter relação direta com algo que muitas vezes passa despercebido: a saúde intestinal. Cada vez mais estudado, o intestino deixou de ser visto apenas como um órgão responsável pela digestão e passou a ser considerado um termômetro do equilíbrio do corpo. Ele participa de funções ligadas à imunidade, ao metabolismo e ao controle das emoções.

Chamado de “segundo cérebro”, o intestino ganhou esse apelido porque se comunica diretamente com o sistema nervoso central por meio de uma rede de neurônios e substâncias químicas. Essa via de comunicação, conhecida como eixo intestino-cérebro, mostra que o que acontece no sistema digestivo influencia o humor, o estresse e a qualidade do sono.

Durante o programa Utalks, a nossa colunista Flávia Alessandra conversou com a cardiologista Heloísa Rocha sobre como manter esse equilíbrio. A médica explica que o funcionamento intestinal está ligado a diversos aspectos do bem-estar. “Quando você não trata o intestino da forma que ele merece, quando come errado, com excesso de açúcar, carboidratos, álcool e medicamentos, você gera uma disbiose e reina um desequilíbrio na flora, com a flora ruim predominando”.

A disbiose é um desequilíbrio na microbiota intestinal, o conjunto de microrganismos que vivem no intestino e participam da digestão, da defesa do organismo e da produção de substâncias importantes. Quando esse equilíbrio é rompido, surgem sintomas como gases e inflamações. “Com a flora ruim, você tem sintomas como prisão de ventre e diarreia”, completa Heloísa.

O intestino como filtro do corpo

De acordo com a cardiologista, um intestino saudável é aquele que funciona com regularidade. “Intestino normal é aquele que você vai ao banheiro uma vez e tem a sensação de esvaziamento, bem como você não tem produção de gases”, explica a médica. Quando há constipação ou desequilíbrio na flora intestinal, o organismo perde parte de sua capacidade de filtrar o que deve ou não ser absorvido. “A constipação é uma sintomatologia. Quando você destrói seu intestino, você destrói esse filtro. Então, você não absorve o que deveria e absorve as coisas que não deveria. Ao absorver essas coisas, você deflagra reações alérgicas, rinites e sinusites. Logo, o filtro deixa de ser saudável”, afirma Heloísa.

O uso frequente de antibióticos também pode interferir nesse processo, já que o medicamento elimina bactérias benéficas junto das nocivas, reduzindo a diversidade da microbiota. Por isso, é importante que o uso seja sempre orientado por um profissional e acompanhado de cuidados com a alimentação.

Sono e movimento também influenciam

Dormir bem é outro fator essencial para a saúde intestinal. Noites mal dormidas reduzem a diversidade da microbiota e são capazes de afetar o metabolismo. Dormir bem antienvelhece e emagrece. É um ditado popular verdadeiro”, reforça a médica.

A alimentação rica em fibras, frutas, legumes e alimentos fermentados também contribui para o equilíbrio da flora intestinal, enquanto o excesso de açúcar, álcool e ultraprocessados prejudica esse ambiente. Além disso, a atividade física regular estimula o funcionamento do intestino. “Sempre aconselho a prática de atividade física, porque o exercício melhora a irrigação local, faz com que a peristalse seja mais rápida e as fezes fiquem menos ressecadas”, diz Heloísa.

Portanto, ao prestar atenção nos sinais do próprio organismo e adotar hábitos saudáveis, é possível melhorar não apenas a digestão, mas também a disposição e a imunidade. No fim, o intestino mostra que o bem-estar realmente começa de dentro.

Confira a entrevista completa sobre saúde intestinal abaixo:


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