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Abro minha fototeca e, sem perceber, me perco. É sempre o mesmo ritual: uma foto puxa outra, uma lembrança desperta cinco. Época de escola, dos testes para TV, os momentos felizes em Arraial do Cabo, viagens com minha família… No meio dessa navegação pelo tempo, a saudade bate na porta.

A saudade é um bicho estranho. Às vezes chega de mansinho, como cheiro de café da avó ou aquela música que tocava no repeat. Outras vezes desaba como temporal, deixando você meio torto, meio perdido no meio do dia.

Tem a saudade estratégica: aquela que a gente usa como arma. Sumimos de propósito, nos ausentamos das redes, deixamos no vácuo só para ver o efeito no outro. Também tem a saudade prisão: quando você fica refém de uma época que já era. É aquela pessoa que não consegue parar de falar do ex, da época de escola, de quando “tudo era melhor”. Vive no passado como se o presente fosse sala de espera.

E tem a saudade combustível que faz você lembrar o que foi bom, mas empurra para frente. É sentir falta da avó, mas usar as receitas dela para fazer um domingo especial com a família. É lembrar do primeiro amor sem querer voltar com ele.

A diferença está no que você faz com ela. Tem quem fica remoendo, tem quem usa como inspiração. Então pergunto: que tipo de saudade te move? A saudade deveria ser um lembrete de que você viveu coisas que valeram a pena. E que ainda há tempo para viver outras.

*Se você quiser trocar ideia sobre isso, confere meu quadro “Só se fala em outra coisa” lá no Instagram! Às vezes é bom não ficar só no monólogo interno.


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autoria

Foto de Flávia Alessandra

Flávia Alessandra

Artista e Empresária

Atriz, apresentadora, empresária e palestrante, sou inquieta – geminiana, né? –, curiosa e, além de ter fundado o Meu Ritual, também vou dividir por aqui assuntos que fazem parte da minha rotina.
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