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O Carnaval de rua reúne música, calor intenso, longas caminhadas e, muitas vezes, consumo de bebida alcoólica. Nesse cenário, falar em redução de danos é tratar de cuidados que ajudam o corpo a lidar melhor com o esforço físico, o sol e a desidratação. Entre esses cuidados, a hidratação e alimentação antes de sair de casa são necessários para evitar mal-estar, quedas de pressão e outros problemas durante os blocos.

De acordo com a nutricionista Maiara Lima, a preparação começa bem antes da fantasia. “Muita gente pensa só no que vai comer depois do bloco, mas o que é ingerido antes influencia diretamente a disposição, a digestão e a forma como o corpo reage ao álcool”, explica. Por isso, planejar as refeições e o consumo de líquidos faz parte de uma estratégia de autocuidado durante o Carnaval.

O que comer antes de sair para o bloco

Antes de tudo, o objetivo da refeição pré-bloco é fornecer energia de liberação gradual e evitar desconfortos gastrointestinais. Alimentos muito pesados ou ricos em gordura tendem a dificultar a digestão, sobretudo em ambientes quentes e com muita movimentação.

Os carboidratos são uma boa base para essa refeição. Pães integrais, aveia, arroz integral ou batata-doce liberam glicose de forma mais lenta, o que ajuda a manter a energia por mais tempo e reduz oscilações bruscas de disposição. Diferentemente de alimentos ricos em açúcar, eles diminuem a chance de cansaço precoce durante o percurso do bloco.

Além disso, incluir uma fonte de proteína contribui para a saciedade. Frango grelhado, ovos, iogurte natural ou tofu são opções que costumam ter digestão mais tranquila quando consumidas em porções moderadas. “A proteína ajuda a prolongar a sensação de saciedade e evita que a pessoa saia para a rua em jejum, o que pode ser arriscado se houver consumo de álcool”, afirma Maiara.

Por outro lado, alguns alimentos devem ser ingeridos com parcimônia. Frituras e preparações muito gordurosas podem causar enjoo e refluxo. Já o excesso de fibras, como grandes porções de vegetais crus ou grãos em excesso, pode acelerar o funcionamento intestinal. Alimentos muito salgados também não são indicados, pois aumentam a sede logo nas primeiras horas de festa.

Hidratação além da garrafa de água

A hidratação não começa quando a sede aparece no meio do bloco. Pelo contrário, ela deve ser pensada como um processo contínuo. Uma estratégia recomendada é iniciar a ingestão regular de água no dia anterior, mantendo o consumo ao longo das 24 horas que antecedem o evento.

Durante o bloco, a água segue sendo essencial, mas não é o único recurso. O suor elimina líquidos e também minerais importantes para o funcionamento do organismo. Nesse sentido, bebidas que contenham eletrólitos, como sódio e potássio, podem ajudar na reposição. Água de coco e bebidas isotônicas são exemplos que podem ser usados de forma intercalada com a água.

Quando há consumo de bebida alcoólica, a orientação é alternar cada dose com um copo de água. Essa prática contribui para reduzir a desidratação e diminui a sobrecarga do organismo. “O álcool tem efeito diurético, ou seja, faz perder mais líquido pela urina. Intercalar com água ajuda a minimizar esse impacto”, explica a nutricionista.

Outro ponto importante é desmistificar algumas crenças populares. O café, por exemplo, não reduz os efeitos do álcool no organismo. Além de não acelerar a eliminação do álcool, ele pode aumentar a irritação do estômago e contribuir para a desidratação, especialmente em dias quentes.

Cuidados durante o bloco

Mesmo com uma boa preparação, imprevistos podem acontecer. Logo, levar lanches pode ser útil. Castanhas, frutas secas ou barras de cereal cabem na bolsa e ajudam a manter o nível de energia caso o bloco se estenda por mais horas do que o planejado.

Também é importante reconhecer sinais de alerta do corpo. Tontura, fraqueza intensa, dor de cabeça persistente, pele fria ou ausência de suor em ambiente quente podem indicar desidratação ou insolação. Nesses casos, a recomendação é procurar sombra, hidratar-se e buscar atendimento médico se os sintomas não melhorarem.

Segundo a nutricionista, observar o próprio corpo também faz parte da redução de danos. “O Carnaval é um momento de diversão, mas isso não significa ignorar sinais claros de que algo não vai bem. Parar, descansar e se hidratar é uma atitude responsável”, orienta.

Em resumo, alimentação equilibrada antes de sair, hidratação planejada e atenção aos sinais do corpo formam um conjunto de medidas acessíveis para quem quer reduzir danos no Carnaval e curtir a folia de Momo com mais conforto. Escolhas feitas antes e durante o bloco ajudam a minimizar riscos e tornam a experiência mais segura ao longo dos dias de festa.


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