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Ultimamente, tenho pensado bastante sobre como nossos sonhos conseguem mexer tanto com a gente. Depois de conversar sobre o assunto com a minha mãe no episódio “Sonhos” do nosso podcast “Pé no Sofá Pod”, percebi ainda mais como nossa mente processa tudo o que vivemos e transforma isso em histórias que às vezes nos assombram, às vezes nos inspiram.

Tem dias que acordo chorando por causa de pesadelos que pareciam tão reais. Lembro de um da minha infância que contei no episódio: eu estava presa em um tanque cheio de crocodilos. A sensação de desespero era quase palpável. Mas nem tudo são pesadelos, né? Tem aqueles sonhos que fazem a gente acordar sorrindo tipo sonhar com aquele emprego ou viagem que tanto queremos…

É interessante como os sonhos conseguem ser ao mesmo tempo um reflexo dos nossos medos e desejos. Por isso, comecei a dar mais atenção ao meu ritual antes de dormir. Passo meu óleo de lavanda para relaxar, faço meu skincare, coloco um pijama confortável, ligo o ar-condicionado no máximo e ponho uma meditação ou podcast tranquilo. É minha tentativa de acalmar essa mente que insiste em ficar a mil por minuto.

Toda essa preparação é uma negociação com o sono: “estou fazendo a minha parte aqui, agora você faz a sua e traz sonhos mais leves, tá bom?” Porque, no fundo, a nossa capacidade de sonhar, seja acordado ou dormindo, é uma das coisas mais legais que a gente tem. É com ela que a gente imagina, deseja e acredita num futuro melhor.


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autoria

Foto de Giulia Costa

Giulia Costa

Artista e assistente de direção

Artista, cineasta e amante do mar, da natureza e dos animais. Entusiasta de um olhar mais leve e de conversas francas. No Meu Ritual quero inspirar cada um a ter uma jornada mais gentil – com menos pressa e...
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