Às vezes me pego pensando em como a vida aos 51 anos não se parece em nada com o que eu imaginava quando era adolescente. Naquela época, mulheres de 50 eram apresentadas como alguém que já tinha passado pelas fases mais importantes. Hoje, quando olho para minha rotina de atriz, apresentadora e empresária, cheia de projetos, gravações e planos a médio e longo prazo, percebo o quanto essa imagem mudou. E não mudou só para mim.
As mulheres ao meu redor confirmam isso todos os dias. Tenho amigas que começaram a empreender, outras que voltaram a estudar, iniciaram uma nova carreira ou decidiram viajar mais. Nada disso é exceção. É tendência. Estamos vivendo mais e vivendo de um jeito mais ativo. Segundo o IBGE, as brasileiras vivem em média 79,7 anos, enquanto os homens alcançam 73,1 anos. Na prática, isso significa mais tempo para trabalhar, criar, aprender e ocupar espaços que antes pareciam distantes para a mulher madura.
A longevidade ativa impacta também o mercado de trabalho
Essa longevidade ativa impacta o mercado de trabalho e o mercado publicitário, que aos poucos reconhecem essa nova presença feminina. Ver mais mulheres de 50 ou 60 anos em campanhas, programas, eventos e posições de destaque não é coincidência. É reflexo de um grupo que continua ativo, produtivo e interessado em participar.
E, com o passar dos anos, percebo como o autocuidado se tornou parte dessa equação. É algo que eu mesma aprendi a priorizar. Ajustei a rotina de exercícios, passei a observar melhor o corpo, entendi minhas necessidades e aceitei que algumas mudanças exigem atenção. Quando converso com minhas amigas, a fala é semelhante. Algumas encontraram equilíbrio em atividades físicas, outras em reorganização alimentar, acompanhamento emocional ou pausas no dia.
O bem-estar deixou de ser algo secundário e virou um pilar para manter essa vida ativa que tantas mulheres desejam e já vivem. Para mim, tudo isso também abre espaço para novas escolhas: novos relacionamentos, novas experiências profissionais, novas formas de viver a maturidade. E, se estamos vivendo mais, continuaremos ocupando espaços, liderando projetos, aprendendo e nos movimentando de acordo com o que faz sentido agora. Ou seja, a longevidade é uma oportunidade para continuar. E muitas de nós já estamos fazendo isso, todos os dias (ainda bem, né?).



