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Manchas na pele que não doem, dormência persistente e alterações de sensibilidade podem ser sinais de hanseníase, uma doença infecciosa que registra milhares de novos casos no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 210 mil pessoas são diagnosticadas todos os anos no mundo. Atualmente, o Brasil ocupa a segunda posição em número de casos novos, atrás apenas da Índia. O Janeiro Roxo surge para ampliar a informação, incentivar o diagnóstico precoce e enfrentar o preconceito histórico que ainda cerca a doença.

A hanseníase é causada por uma bactéria que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando o assunto é transmissão, uma das principais mensagens do Janeiro Roxo é a necessidade de esclarecer informações incorretas. A hanseníase não é transmitida por toque casual, abraço, aperto de mão ou compartilhamento de objetos. A transmissão ocorre principalmente por meio de contato próximo e prolongado com uma pessoa não tratada, geralmente através das vias respiratórias. Ainda assim, a maioria das pessoas tem resistência natural à bactéria e não desenvolve a doença, mesmo após exposição.

Janeiro Roxo reforça mitos e verdades sobre a hanseníase

Além disso, um ponto da campanha é destacar que, após o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a hanseníase já na primeira dose do medicamento. No Brasil, o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, pode ser realizado em casa e é acompanhado pelas equipes da atenção básica. O diagnóstico precoce é considerado a principal forma de prevenção. Identificar a doença nas fases iniciais permite iniciar o tratamento rapidamente, interromper a transmissão e reduzir o risco de sequelas neurológicas.

Entre os sinais mais comuns estão manchas claras ou avermelhadas na pele com alteração de sensibilidade ao toque, ao calor ou à dor, além de formigamento e perda de força em mãos e pés. Diante de sintomas persistentes, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. Segundo a psicóloga Maria Eduarda Couto, apesar da evolução no tratamento, o impacto emocional do diagnóstico ainda é significativo para muitas pessoas. “Medo, vergonha e receio de rejeição social são sentimentos frequentes. Eles estão muitas vezes associados ao nome antigo da doença, lepra, e ao histórico de isolamento compulsório no passado”, comenta.

Como lidar com o diagnóstico

Nesse contexto, o Janeiro Roxo também chama atenção para a importância do acolhimento e da informação como ferramentas de cuidado. Lidar com o diagnóstico vai além do uso correto da medicação. “O apoio psicológico pode ajudar o paciente a compreender a doença, enfrentar o estigma e manter a adesão ao tratamento. A presença da família e de pessoas próximas também tem papel importante nesse processo, seja no incentivo às consultas, seja no apoio emocional durante os meses de acompanhamento”, explica a psicóloga.

Outro aspecto relevante é a orientação dos contatos próximos. Pessoas que convivem ou conviveram com alguém diagnosticado devem passar por avaliação nas unidades de saúde, mesmo sem apresentar sintomas. Essa medida faz parte das estratégias de controle da hanseníase e contribui, inclusive, para a interrupção da cadeia de transmissão.

Portanto, ao longo do mês de janeiro, ações educativas, campanhas informativas e atividades nas unidades de saúde buscam aproximar o tema da população. Falar sobre hanseníase de forma clara e baseada em evidências ajuda a reduzir, por exemplo, o estigma e reforça que não há motivo para isolamento social quando o tratamento está em curso.

Ou seja, o Janeiro Roxo reforça a necessidade de atenção contínua. Informar sobre as formas de transmissão, os sinais da doença e os caminhos para o tratamento contribui para uma abordagem mais responsável e humana.


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