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No nécessaire de viagem, no armário do banheiro ou o escritório, os cotonetes estão por toda parte. Pequenos, práticos e aparentemente inofensivos, eles se tornaram um acessório cotidiano de higiene. Mas o que muita gente não sabe é que, apesar da popularidade, o uso inadequado do cotonete pode trazer mais riscos do que benefícios e, em alguns casos, chegar a extremos preocupantes.

Desde cedo, muita gente ouve dos pais a recomendação: “limpe o ouvido sempre que tomar banho”. Porém, o que a ciência reforça hoje é justamente o contrário. A cera que se forma naturalmente no canal auditivo tem função protetora. Ela age como uma barreira contra poeira, bactérias e outros micro-organismos, além de lubrificar o ouvido. Ou seja: em vez de ser apenas um “sinal de sujeira”, a cera é uma aliada da saúde.

O problema surge quando o cotonete entra em cena. Ao tentar remover a secreção, muitas vezes o movimento acaba empurrando o material ainda mais para dentro do canal auditivo. O resultado? Acúmulo, sensação de ouvido entupido e, em casos mais sérios, perda temporária da audição. Em situações extremas, há risco de lesões na membrana timpânica.

Frequência e cuidados no uso de cotonetes

Não existe uma regra única para todos quando se trata da frequência de limpeza. Há pessoas que quase não produzem cera visível, enquanto outras podem acumular mais. Mas, segundo otorrinolaringologistas, a recomendação geral é evitar inserir cotonetes no canal auditivo.

Se houver excesso de secreção que gere desconforto ou prejudique a audição, a orientação é procurar um especialista. O otorrinolaringologista avalia a situação e, quando necessário, realiza a remoção de forma segura com instrumentos adequados e em ambiente clínico.

O uso do cotonete pode ser feito, sim, mas de forma restrita. Ele pode ajudar na limpeza da parte externa da orelha, aquela região visível que acumula água após o banho ou partículas de poeira. Nada além disso.

Alternativas seguras

Hoje, já existem soluções específicas para quem sente a necessidade de cuidar melhor da higiene dos ouvidos. Sprays com solução salina, por exemplo, ajudam a fluidificar a cera e permitem que ela seja expelida naturalmente. Outras opções incluem gotas ceruminolíticas, vendidas em farmácias, que facilitam a remoção do excesso sem riscos de empurrar a secreção para dentro. Vale lembrar que, na maior parte dos casos, o ouvido tem sua própria forma de autolimpeza. O movimento de mastigação e até o ato de falar estimulam o deslocamento natural da cera para fora.

Em 2022, uma tendência registrada nas redes sociais chamou a atenção de médicos e autoridades de saúde: adolescentes e crianças passaram a queimar as pontas de algodão junto à haste plástica para aspirar a fumaça. O ato, conhecido informalmente como fumar cotonete, libera substâncias tóxicas provenientes da queima do plástico e do algodão, representando um risco adicional à saúde.

Mais do que isso, o episódio da moda de fumar cotonetes revela um outro ponto importante: a necessidade de atenção dos pais e educadores para o que circula nas redes sociais. O que pode parecer apenas uma brincadeira em vídeos curtos pode gerar sérios danos à saúde.

Portanto, o pequeno bastão de algodão continua sendo prático em muitas situações, seja para maquiagem, para limpar um teclado ou para reparos domésticos. Mas, quando o assunto é ouvido, o melhor conselho é o de sempre: menos é mais.


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