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Em novembro de 2025, Belém, capital do Pará, será o centro das atenções mundiais ao sediar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30. O evento, que acontece de 10 a 21 de novembro, vai reunir representantes de quase 200 países para discutir os próximos passos na luta contra o aquecimento global.

A cada ano, as conferências do clima (as chamadas COPs) se tornam mais urgentes. As secas prolongadas, o calor recorde e as enchentes que atingem diferentes regiões já não são apenas sinais de alerta ambiental, pois são também questões de saúde pública. A escolha de Belém para sediar a COP30 simboliza esse ponto de virada: discutir o clima é discutir o bem-estar das pessoas que vivem nele.

O que é a COP30

A sigla COP vem do inglês Conference of the Parties ou Conferência das Partes. É o encontro anual dos países que fazem parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), criada em 1992 durante a Eco-92, no Rio de Janeiro. Desde então, essas conferências têm servido como espaço de debate e tomada de decisões sobre políticas climáticas globais.

A COP30 terá como foco o avanço das metas do Acordo de Paris, firmado em 2015, que busca limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. Cada país deverá apresentar uma nova versão de seus compromissos climáticos, conhecidos como Contribuições Nacionalmente Determinadas, mais ambiciosos e voltados para reduzir emissões e adaptar sociedades às mudanças já em curso.

Por que Belém foi escolhida

Sediar a COP no Norte do Brasil tem um significado especial. A Amazônia é um dos biomas mais importantes do planeta e um dos mais afetados pelas mudanças climáticas. Belém, porta de entrada da floresta, foi escolhida para mostrar ao mundo a urgência de proteger os ecossistemas e as populações que dependem deles.

A cidade está sendo preparada para o evento com investimentos de cerca de R$ 4,7 bilhões, que incluem melhorias de infraestrutura, transporte e hospedagem. São esperadas mais de 60 mil pessoas, entre chefes de Estado, especialistas, jornalistas e representantes de organizações civis.

O clima e a saúde: conexões cada vez mais claras

Quando se fala em mudanças climáticas, o foco costuma estar em desastres ambientais e metas de emissões. Mas há um impacto direto sobre a saúde das populações. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o clima influencia desde a propagação de doenças até a segurança alimentar e o bem-estar mental.

O aumento das temperaturas, por exemplo, favorece a proliferação de vetores como mosquitos, ampliando o risco de doenças como dengue, zika e chikungunya. Já as ondas de calor extremo estão associadas a casos de desidratação, agravamento de doenças cardiovasculares e problemas respiratórios.

Além disso, o estresse climático, termo usado para descrever os efeitos psicológicos das mudanças ambientais, tem sido tema de estudos recentes. Comunidades afetadas por enchentes, secas e queimadas enfrentam não apenas perdas materiais, mas também impactos emocionais e sociais.

O papel da COP30 nesse contexto

Ao sediar a COP30, o Brasil assume um papel relevante nas discussões sobre sustentabilidade e saúde planetária. Um dos temas esperados para entrar em pauta é a saúde climática, que trata de políticas integradas entre meio ambiente, saúde pública e qualidade de vida.

Entre as possíveis pautas, estão a adaptação dos sistemas de saúde às emergências climáticas, o incentivo a cidades mais verdes e sustentáveis, bem como o desenvolvimento de políticas públicas que reduzam a exposição de populações vulneráveis aos riscos ambientais.

As discussões da COP30 vão muito além da diplomacia. Elas tocam diretamente no cotidiano das pessoas: no ar que se respira, na qualidade da água, na alimentação e nas condições de trabalho. Manter um planeta saudável é, em última instância, garantir o bem-estar humano. A conferência de Belém representa uma oportunidade para colocar o tema da saúde como parte central das soluções climáticas e para repensar como governos, empresas e cidadãos podem contribuir nesse processo.


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