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No mundo acelerado em que vivemos, encontrar pequenas pausas que tragam prazer e sentido tornou-se cada vez mais importante. E, para muitas pessoas, o hábito de colecionar pode ser uma dessas pausas. Mais do que um passatempo, colecionar objetos, como pelúcias, livros ou discos de vinil, tem impactos positivos para o bem-estar e estimula a memória e a satisfação pessoal. 

Nos últimos meses, o interesse por pelúcias ganhou força entre jovens e adultos, deixando de ser associado apenas à infância. Atualmente, bichinhos de pelúcia aparecem em coleções temáticas e perfis dedicados nas redes sociais. Marcas como a Labubu, por exemplo, têm contribuído para esse crescimento, lançando edições limitadas e coleções exclusivas que despertam desejo e nostalgia. Para muitos colecionadores, esses objetos vão além do aspecto lúdico: são lembranças, conquistas e fontes de prazer diário.

O comportamento de colecionar está profundamente ligado ao nosso sistema de recompensa cerebral. Ao encontrar ou adquirir um item desejado, o cérebro libera dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Essa pequena “explosão de felicidade” reforça o hábito e cria uma relação emocional com os objetos reunidos. Além disso, colecionar permite que histórias e memórias pessoais sejam preservadas, funcionando como uma espécie de cápsula do tempo afetiva.

Quando colecionar é muito mais do que guardar objetos

André Melo, que trabalha no setor de tecnologia, é um exemplo desse tipo de colecionador. Apaixonado por futebol, ele reúne camisas de times do Brasil e do mundo. “Eu coleciono camisas do Sport do Recife, mas também de times de São Paulo, como Palmeiras e Corinthians. Não é apenas sobre torcer para um time, é sobre a paixão pelo futebol. Cada camisa tem uma história e me lembra de momentos especiais, de jogos que assisti e viagens que fiz”, conta. Para André, a coleção é mais do que objetos. “Quando olho para elas, sinto uma alegria como se estivesse revisitando boas memórias. É um hobby que me acalma e me dá energia ao mesmo tempo”.

O impacto do colecionismo no bem-estar não se limita ao prazer individual. Pesquisas indicam que manter um hobby ativo contribui para redução do estresse, aumento da autoestima e melhora na saúde mental. Ter um espaço físico dedicado à coleção, como uma prateleira organizada ou um cantinho em casa, pode criar um refúgio, um terceiro lugar pessoal, onde a pessoa se desconecta das pressões do trabalho e das obrigações do dia a dia.

Por fim, o hábito de colecionar também incentiva a disciplina e a paciência, já que muitas coleções são construídas ao longo do tempo, com dedicação e pesquisa para encontrar peças específicas ou raras. E, de maneira inesperada, pode aproximar pessoas: grupos de colecionadores, feiras, eventos e comunidades online permitem trocar experiências, peças e conhecer gente que compartilha interesses semelhantes.

Assim, seja colecionando pelúcias, livros ou camisas de futebol, o ato de reunir objetos vai além de acumular coisas: é uma forma de se reconectar com lembranças, cultivar prazer e fortalecer inclusive o bem-estar emocional. 


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