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Nos períodos de temperaturas elevadas, o desconforto físico pode se transformar em um sinal de alerta. Dor de cabeça recorrente, boca seca, urina escura e fadiga estão entre os sintomas mais relatados durante ondas de calor e, embora muitas vezes sejam tratados como algo comum da estação, podem indicar o início de um quadro de exaustão por calor. 

A condição ocorre quando o organismo não consegue manter o equilíbrio entre perda e reposição de líquidos e sais minerais, comprometendo funções básicas do corpo. Por isso, identificar esses sinais logo no início é uma etapa importante para evitar agravamentos, sobretudo em um cenário de verões cada vez mais intensos e prolongados.

Dor de cabeça, boca seca, urina escura e fadiga: o que esses sinais indicam no calor

A dor de cabeça associada ao calor costuma surgir de forma persistente e pode estar relacionada tanto à desidratação quanto à dilatação dos vasos sanguíneos, um mecanismo natural do corpo para tentar dissipar o calor. “Em muitos casos, ela aparece acompanhada de sensação de peso na cabeça e dificuldade de concentração, o que impacta a rotina de trabalho e as atividades cotidianas. Já a boca seca é um dos primeiros sinais de alerta do organismo, indicando que o volume de líquidos disponível não está sendo suficiente para manter funções básicas, como a produção de saliva”, explica a clínica geral Vanessa Rodrigues. Mesmo antes da sede intensa, esse sintoma já sugere a necessidade de interromper a exposição ao calor e aumentar a ingestão de água.

Outro indicativo é a mudança na coloração da urina. Quando ela se apresenta mais escura e em menor quantidade, o corpo está sinalizando que está retendo líquidos para preservar funções vitais. Esse é um dos marcadores mais objetivos da desidratação e, ainda assim, frequentemente ignorado no dia a dia. “A fadiga completa esse conjunto de sinais e se manifesta como um cansaço que não melhora com descanso curto. Diferente do desgaste habitual, ela pode surgir de forma súbita, acompanhada de fraqueza muscular, sensação de lentidão e queda no rendimento físico e mental”, diz a médica. Em ambientes quentes, o corpo direciona grande parte da energia para regular a temperatura interna, o que reduz a disposição para outras atividades.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas merecem atenção

Esses sintomas, quando analisados em conjunto, ajudam a diferenciar o cansaço comum da exaustão por calor. Além disso, podem evoluir para tontura, náusea e sudorese excessiva, aumentando o risco de quedas e outros acidentes. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas tendem a apresentar esses sinais de forma mais rápida, já que possuem mecanismos de regulação térmica menos eficientes. Assim, observar o próprio corpo e o de pessoas próximas é uma atitude preventiva que ganha ainda mais importância nos dias de calor intenso.

Como prevenir a exaustão por calor e reduzir riscos nos dias mais quentes

A principal estratégia para prevenir a exaustão por calor é a hidratação contínua. “Beber água ao longo do dia, mesmo sem sede, ajuda o organismo a manter o equilíbrio térmico e a compensar as perdas causadas pelo suor”, comenta a médica. Em situações de esforço físico prolongado ou exposição direta ao sol, a reposição de sais minerais também deve ser considerada, especialmente quando há transpiração intensa. Ainda assim, a água permanece como a base da prevenção e deve estar presente em pequenas quantidades distribuídas ao longo do dia.

Além disso, sempre que possível, atividades físicas e tarefas que exigem maior esforço devem ser realizadas nos horários de menor incidência solar. Pausas regulares em ambientes ventilados ou climatizados permitem que o corpo reduza a temperatura e se recupere. No ambiente de trabalho, principalmente em funções externas ou em locais com pouca ventilação, essas pausas são fundamentais para evitar a sobrecarga térmica.

Escolha das roupas e alimentação

A escolha das roupas também contribui para a prevenção. Tecidos leves e que favorecem a ventilação da pele facilitam a dissipação do calor corporal. “Acessórios de proteção, como chapéus e bonés, ajudam a reduzir a exposição direta da cabeça ao sol, enquanto o uso de protetor solar previne queimaduras que podem agravar a sensação de mal-estar”, pontua a médica. No deslocamento diário, buscar rotas mais sombreadas e reduzir a permanência ao ar livre nos horários mais quentes são medidas eficazes.

A alimentação também entra como um complemento importante. Refeições mais leves, com frutas, legumes e verduras, contribuem para a hidratação e facilitam a digestão, reduzindo o desconforto térmico. Por outro lado, refeições muito pesadas e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas tendem a aumentar a desidratação e a sensação de fadiga. Em caso de persistência dos sintomas ou agravamento do quadro, como confusão mental ou desmaios, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.


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