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A palavra brasilidade costuma ser associada ao conjunto de símbolos que expressam a identidade cultural do Brasil: da música ao artesanato, da culinária às artes visuais. Contudo, esse conceito, antes restrito ao território nacional, vem atravessando fronteiras e se consolidando em diferentes países da Europa. Seja em restaurantes de Lisboa, galerias de arte em Berlim ou festivais de música em Londres, a presença brasileira é cada vez mais notada.

Na gastronomia, o pão de queijo, típico de Minas Gerais, pode ser encontrado em padarias e em redes de supermercados, geralmente vendido congelado para preparo em casa. A cachaça também marca presença. Em bares de Amsterdã e Berlim, pode-se encontrar a caipirinha no cardápio, muitas vezes ao lado de drinks clássicos da coquetelaria internacional. O que antes era uma curiosidade importada por brasileiros expatriados passou a ser uma opção valorizada no mercado europeu.

Arte contemporânea e urbana em destaque

O impacto das referências brasileiras também se manifesta nas artes. A obra de Adriana Varejão, que mistura azulejaria colonial com crítica contemporânea, está exposta em importantes coleções na Espanha e na Inglaterra. Ernesto Neto, conhecido por instalações imersivas com tecidos e formas orgânicas, já teve sua arte exibida em museus da Alemanha e da França.

Além das galerias, a arte urbana brasileira conquistou visibilidade: grafites inspirados em murais paulistanos foram incorporados em projetos culturais em Lisboa e Londres, mostrando como a estética das ruas do Brasil dialoga com questões urbanas globais.

Moda com consciência

Outro campo em que o Brasil começa a se destacar é a moda sustentável. Marcas que utilizam fibras naturais da Amazônia ou tecidos reciclados participam de feiras internacionais em cidades como Milão e Copenhague, onde a sustentabilidade é um tema central. O trabalho manual, seja no bordado ou na tecelagem, chama atenção de consumidores europeus que buscam peças únicas em contraste com a produção em massa.

Brasilidades que pulsam na música

Na música, a bossa nova e o samba seguem como referências tradicionais, mas novos estilos ampliam o repertório. O funk carioca, em diálogo com a música eletrônica, é destaque em clubes de Berlim. O sertanejo universitário embala festas de comunidades brasileiras em Portugal e na Espanha. Já no pop nacional, artistas como Anitta, Duda Beat e Marina Sena realizaram turnês e entraram em playlists internacionais, sinalizando uma cena cada vez mais conectada ao mercado global.

Bem-estar e autenticidade

O sucesso dessas brasilidades também se conecta a tendências globais de bem-estar. O consumo do açaí, por exemplo, cresce alinhado ao movimento europeu por alimentos funcionais e energéticos. Práticas corporais brasileiras, como a capoeira e o samba de gafieira, aparecem em academias e centros culturais, associadas não apenas à atividade física, mas também a uma experiência cultural.

Portanto, a presença das brasilidades na Europa é fruto tanto da atuação de comunidades brasileiras quanto do interesse de consumidores locais por produtos e expressões culturais diferentes. Do pão de queijo em Lisboa ao grafite paulistano em Londres, o que se vê é um movimento de internacionalização que projeta o Brasil não apenas como exportador de commodities, mas como fornecedor de cultura, identidade e bem-estar.


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Foto de Laís Siqueira

Laís Siqueira

Jornalista

Jornalista e pós-graduada em Marketing, gosto de pesquisar, descobrir histórias e traduzir conceitos complexos em conteúdos que façam sentido. Sou movida pela curiosidade e pelo interesse em explorar o universo...
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