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O bem-estar materno passou a ocupar um espaço mais definido na agenda global de saúde. Isso porque o termo ganhou uma definição formal da Organização Mundial da Saúde (OMS) e passou a orientar uma visão mais ampla sobre a experiência da maternidade. A iniciativa afirma que saúde materna não se resume à ausência de doenças, mas envolve condições físicas, mentais, sociais e ambientais ao longo da gestação, do parto e do primeiro ano após o nascimento do bebê.

Ao adotar o conceito de bem-estar materno, a OMS sinaliza uma mudança na forma de avaliar e planejar o cuidado às mães. Em vez de concentrar esforços apenas em indicadores clínicos, o novo marco considera como a mulher vive esse período, como é atendida nos serviços de saúde e quais recursos estão disponíveis em seu entorno. Com isso, o bem-estar materno passa a ser entendido como parte contínua do cuidado em saúde, e não como um aspecto secundário da maternidade.

O que é bem-estar materno segundo a OMS

De acordo com a definição adotada pela OMS, o bem-estar materno envolve um conjunto de fatores interligados que influenciam a saúde da mulher durante a maternidade. O conceito está estruturado em seis domínios que ajudam a compreender essa experiência de forma mais completa.

O primeiro domínio está relacionado à saúde e à nutrição, incluindo o acesso a acompanhamento adequado, alimentação compatível com as necessidades da gestação e do pós-parto, além de cuidados preventivos. Em seguida, aparece a provisão e a experiência do cuidado, que considera não apenas os serviços disponíveis, mas também a forma como a mulher é atendida e ouvida.

Outro ponto é a segurança e o ambiente sustentável, que envolve desde condições básicas de vida até a proteção contra violência e maus-tratos. As relações e conexões sociais também fazem parte do conceito, reconhecendo a importância de vínculos familiares e redes de apoio durante a maternidade.

A autonomia e a capacidade de tomar decisões informadas formam outro domínio central do bem-estar materno. Isso inclui o direito de receber informações, participar das decisões sobre o próprio corpo e ter suas escolhas respeitadas. Por fim, o conceito considera aspectos culturais e valores, entendendo que a maternidade é vivida de formas diferentes conforme o contexto social.

Ao reunir esses elementos, o bem-estar materno deixa de ser um termo genérico e passa a ter parâmetros mais objetivos, que podem orientar ações em diferentes níveis do sistema de saúde.

Benefícios do foco no bem-estar

A adoção do bem-estar materno como referência traz impactos diretos para a saúde das mulheres e para o cuidado com os bebês. Um dos principais benefícios é a ampliação do olhar sobre o período da maternidade, o que contribui para identificar necessidades que antes não apareciam nos indicadores tradicionais.

Quando aspectos emocionais e sociais são considerados, torna-se possível reconhecer sinais de sobrecarga, isolamento ou sofrimento psíquico ainda durante a gestação ou no pós-parto. Isso favorece intervenções mais precoces e adequadas, evitando que esses fatores se agravem ao longo do tempo.

Além disso, o foco no bem-estar materno fortalece práticas de cuidado mais humanizadas. O respeito à autonomia, a garantia de informação e a continuidade do acompanhamento tendem a melhorar a relação da mulher com os serviços de saúde. Como resultado, aumenta a adesão ao pré-natal e ao acompanhamento após o nascimento do bebê.

Outro benefício está relacionado ao desenvolvimento infantil. Ambientes em que a mãe recebe apoio adequado durante a maternidade estão associados a melhores condições de cuidado e vínculo nos primeiros meses de vida. Dessa forma, o bem-estar materno também se conecta a resultados positivos para a saúde da criança.

No âmbito coletivo, o conceito pode ressaltar a urgência das formulação de políticas públicas mais alinhadas às necessidades das famílias. Ao reconhecer a maternidade como um processo contínuo, o bem-estar materno reforça o debate sobre acesso, equidade e qualidade no cuidado em saúde.

Rituais de bem-estar materno no dia a dia das mães

Além das diretrizes institucionais, o bem-estar materno pode ser fortalecido por práticas que respeitam o ritmo da mulher durante a gestação e o pós-parto. Esses rituais não substituem o acompanhamento em saúde, mas contribuem para uma vivência mais equilibrada da maternidade.

Um dos rituais mais citados é a criação de pausas regulares ao longo do dia. Reservar momentos para descanso, mesmo que curtos, ajuda a reduzir a sensação de sobrecarga comum nesse período. Outro ponto importante é manter uma rotina mínima de alimentação e hidratação, ajustada às necessidades da gestação ou da amamentação.

A construção de redes de apoio também ajuda no bem-estar materno. Trocas com outras mães, apoio familiar e acesso a informações confiáveis contribuem para diminuir o isolamento, sobretudo no pós-parto. Práticas de autocuidado ligadas ao corpo, como alongamentos ou caminhadas, podem ser incorporadas conforme a orientação recebida durante o pré-natal. Já no campo emocional, criar espaços para expressar sentimentos e dúvidas faz parte de uma abordagem eficaz do bem-estar.

Por fim, o reconhecimento dos próprios limites é um elemento recorrente nas discussões sobre bem-estar materno. Ajustar expectativas e respeitar o tempo de adaptação à maternidade contribui para uma experiência mais alinhada às necessidades de cada mulher.


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