Por que um desfile de alta-costura em Paris pode impactar nossas decisões em relação à moda? Porque ali não se apresentam apenas roupas, mas conceitos, comportamentos e direções estéticas que, pouco a pouco, ecoam no mundo inteiro.
A alta-costura é o encontro entre moda e arte. É narrativa, imaginação e técnica apurada. Grandes Casas de Moda criam verdadeiros espetáculos sensoriais, nos quais tradição e identidade se misturam ao saber fazer artesanal. Cada peça nasce de um processo minucioso, executado por mãos experientes que dominam bordados, modelagens complexas e construções quase arquitetônicas. É o diálogo constante entre inovação e herança.

Crédito: Valentino/Reprodução Instagram
Nesta temporada de primavera-verão 2026, nomes consagrados e novos talentos mostraram que a criatividade é o fio que costura passado e futuro. A Chanel revisitou o clássico tweed em versões mais leves e etéreas. A Dior explorou volumes que lembravam buquês tridimensionais. A Valentino trouxe bordados exuberantes e silhuetas que remetem à era de ouro de Hollywood.

Crédito: Schiaparelli/Reprodução Instagram
Schiaparelli apostou no luxo teatral e onírico, enquanto Armani apresentou tons pastel sofisticados com delicados elementos naturais. Já o holandês Ronald van der Kemp reafirmou o compromisso sustentável com texturas intensas e cores vibrantes, reunidas em um belo trabalho de upcycling.

Crédito: Giorgio Armani/Reprodução Instagram

Crédito: Patrícia Poeta por Ronald Van der Kemp/Reprodução Instagram
Mas como trazer tudo isso para o dia a dia?
Primeira dica: alfaiataria com brilho. Misture peças clássicas a elementos bordados, paetês ou aplicações tridimensionais para atualizar a imagem.

Crédito: Blair Eadie/Reprodução Instagram @blaireadiebee
Segunda dica: dramatização na medida. Mangas volumosas, ombros marcados, calças diferenciadas e saias estruturadas conferem presença e personalidade.

Crédito: GOLD X TEAL/Reprodução Instagram @goldxteal
Terceira dica: combinação de texturas. Tecidos leves com outros mais encorpados criam contraste interessante. Algodão com seda, linho com tricoline podem ser soluções possíveis para o nosso clima e cheias de identidade.

Crédito: Thay Sanqueta/Reprodução Instagram @thaysanqueta
No fim, lembre-se: moda é interpretação. Inspirar-se não é copiar, é traduzir referências para os seus próprios códigos e viver a tendência à sua maneira.



